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PCR e RCP no Trauma (1ª parte)

última atualização: 05/04/00 

  

 

PARADA CARDIO-RESPIRATÓRIA (PCR) E RESSUSCITAÇÃO CARDIO-PULMONAR (RCP) NO TRAUMA

A parada cardíaca - PC - pode ser definida como uma situação em que o débito cardíaco (DC) é inadequado para manter a vida, ou então, em que não se consegue palpar o pulso, medir a pressão arterial (PA) e, quando associada a respiratória, não se observa atividade motora respiratória voluntária.


Introdução

Com a implantação do Sistema Integrado de Atendimento ao Traumatizado houve uma melhora na fase pré-hospitalar, tornando o transporte rápido de pacientes uma rotina. Assim os serviços de emergência passaram a receber pacientes ainda vivos gravemente feridos, que antes não sobreviveriam até chegar ao hospital. Para melhorar a sobrevida destes pacientes é necessária uma rápida avaliação e início simultâneo de procedimentos preconizados pelo A.C.L.S. e A.T.L.S.. Salienta-se que a RCP é sempre indicada pois trabalhos demonstram que pacientes politraumatizados que dão entrada em P.S. pós RCP possuem melhor sobrevida que outros que não receberam RCP.

A RCP no paciente politraumatizado merece destaque especial, uma vez que muitas intervenções cirúrgicas fazem parte de manobras de ressuscitação e apresentam peculiaridades que diferem das causas primárias de PC. Pacientes politraumatizados em PC e com hipovolemia apresentam com mais freqüência uma dissociação eletro-mecânica


classificação

Pode-se classificar a PCR pós trauma tomando-se como parâmetros sinais vitais e sinais de vida.

    ·sinais vitais:

PA

movimentos respiratórios voluntários

·sinais de vida:

reatividade pupilar luminosa

movimento ocular involuntário

movimento respiratório agônico

reflexo de deglutição

atividade motora involuntária

atividade elétrica cardíaca

A PCR pós trauma é classificada em mortal, fatal e agônica conforme a ausência de sinais vitais e sinais de vida. A utilização dessa classificação é útil para estabelecer o prognóstico e auxilia na tomada da decisão para dar início à ressuscitação.

 

 

Sinais vitais

sinais de vida

sobrevida

mortal (grau 1)

Ausentes

ausentes

0,3%

fatal (grau 2)

Ausentes

presentes

14,6%

agônica (grau 3)

Pulso filiforme, sem PA

presentes

40,3%

 

Etiologia

A PCR pós traumática é associada às alterações provocadas por grande perda sangüínea (principal causa), hipóxia acentuada ou tamponamento cardíaco ou outra compressão mecânica que impeça a entrada e saída de sangue do coração.

A perda rápida e profusa de sangue, em conseqüência de lesões de grandes vasos ou de vísceras parenquimatosas, resulta na PC devido a hipóxia tecidual por falta de transportadores de oxigênio. Os principais sintomas que guiam este diagnóstico são palidez cutânea, sudorese, perfusão deficitária e veias colabadas.

A hipóxia acentuada também pode decorrer de uma obstrução de vias aéreas (trauma buco-maxilo-facial, laringe ou traquéia), pneumotórax hipertensivo, contusões pulmonares extensas, lesão medular alta, tórax flácido ou hemotórax maciço. Aqui, tem-se como sintomas cianose, respiração paradoxal e assimetria da expansibilidade torácica.

Também pode-se ter uma PC de causa primária, em pacientes que sofram o traumatismo subseqüentemente, embora isto seja raro.


Diagnóstico e Prognóstico de PCR pós trauma

O diagnóstico do paciente é eminentemente clínico, em que se observa a ausência de pulso carotídeo ou femural, ausência de bulhas cardíacas, midríase que aparece de 30 seg. 1 min após a PCR e ausência de movimentos respiratórios. A confirmação do diagnóstico pode ser feita através da monitorização cardíaca através do ECG.

A presença de sinais de função neurológica ou Glasgow acima de 8 apresentam resultados mais favoráveis. Entre os pacientes com múltiplas lesões, os com trauma penetrante possui melhor prognóstico que pacientes com traumatismo fechado.

O tempo de PCR é muito importante. Muitos autores afirmam que após 4 a 10 min de isquemia, os danos neurológicos e cardíacos são irreversíveis. Portanto as manobras de ressuscitação iniciadas em menos de 10 min oferecem maior probabilidade de sucesso.

O prognóstico é melhor em pacientes que sofrem PCR na sala de emergência, uma vez que a estrutura hospitalar oferece condições mais favoráveis e permite a realização de manobras cirúrgicas, principalmente aquelas que visam ao controle do sangramento.

Quanto ao tipo de arma, ferimentos provocados por projéteis de arma de fogo levam a pacientes com pior prognóstico que aqueles com ferimento por arma branca.

 

continuação

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