Fisiologia da prolactina
A prolactina é um hormônio polipeptídico secretado pela
adenoipófise contendo 198 aminoácidos com estrutura semelhante à do hormônio
do crescimento e lactogênio placentário, com peso molecular de 22000
daltons(DA). Importante na participação de processo de lactação, exercendo ações
fundamentais na preparação e manutenção da glândula mamária para a secreção
de leite. A elevação está correlacionada com os níveis crescente de
estradiol eprogesterona, que atuam no hipotálamo, inibindo a liberação de
dopamina, que por sua vez controla o fator de inibição da prolactina ( PIF), e
consequentemente aumenta a secreção da prolactina. Além do mecanismo, o
estradiol apresenta ação direta na hipófise e aumenta a resposta de TRH (
fator liberador de tireotrofina). Outros sistemas neurotransmissores e
neuromoduladores interagem o controle da secreção da prolactina. A prolactina
fixa-se em diferentes tecidos, principalmente na glândula mamária, com a qual
apresenta maior afinidade de ligação, determinando seus próprios receptores.
A PRL atua em todas as fases da gestação, e os altos níveis encontrados
parecem serem necessários para que os estrogênios exerçam seus efeitos biológicos
na glândula mamária. Auxilia o estrogênio no desenvolvimento dos ductos e com
a progesterona promove diferenciação ducto-alveolar. Induz ainda o
aparecimento de mitoses nas células epiteliais e estimula as enzimas necessárias
para a secreção alveolar. Após a ovulação, o endométrio se transforma em
um órgão endócrino e assim permanece durante a gestação. A prolactina é
sintetizada durante o ciclo menstrual normal, mas essa síntese não é iniciada
até que comece a decidualização histológica no vigésimo terceiro dia do
ciclo. Durante a gravidez a secreção de prolactina é limitada a hipófise
fetal, hipófise materna e útero. As contrações de proalctina no líquido
amniótico correm paralelas à concentração sérica materna até a 10ª semana
de gravidez, elevando-se pronunciadamente até a 20ª semana, e a seguir
diminuem. Produção e ejeção do leite na mulher. Durante a gravidez as glândulas
mamárias se preparam para lactar, aumentando seu volume através da ação de
hormônios, principalmente estrógeno e progesterona. O estrógeno faz com que o
sistema de dutos da mama cresça e se ramifique. Simultaneamente, o estroma das
mamas aumenta em quantidade, abrigando grande acumulo de gordura. No crescimento
do sistema de dutos outros hormônios também são importantes: hormônio do
crescimento, glicocorticóides adrenais e insulina. A progesterona atua
sinergicamente com o estrógeno no desenvolvimento final das mamas em órgãos
secretores de leite. A concentração da prolactina (hormônio responsável pela
secreção do leite) é crescente no sangue a partir da quinta semana de gestação
até o nascimento da criança. Assim devido ao efeito supressivo do estrógeno e
do progesterona sobre a ação da prolactina apenas alguns mililitros de leite são
secretados por dia até o nascimento do bebe. Somente após o nascimento, com a
expulsão da placenta, cessa o efeito inibitório desses hormônios sobre a
prolactina. Ao sugar a mama o recém nascido estimula as terminações nervosas
do mamilo, enviando um estímulo à hipófise, cujo lobo posterior libera a
ocitocina. Este hormônio atua sobre as células mioepiteliais que envolvem os
alvéolos, provocando o reflexo da ejeção do leite. Um problema particular da
amamentação da criança decorre de que muitos fatores psicogênicos ou a
estimulação simpática generalizada do corpo BERTANI, A.C., FAGUNDES, M. G. A.
S., CAMPOS, E., MEDEIROS, Y. S., Setor de Imunoquímica do Laboratório Médico
Santa Luziapodem inibir a secreção de ocitocina e com isso deprimir a ejeção
de leite.

Figura 2. Hormônios hipotálamo-hipofisários e suas ações em orgãos alvos.
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