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Cuidados com Pacientes em Alguns Casos Particulares

última atualização: 28/11/00 

  

 

cuidados com o paciente inconsciente

• Paciente com anestesia geral e entubação (AGT)

ADULTO:

Iniciação da anestesia: dá-se com o ECG, a seguir controla-se PA e FC.

Deve-se assegurar o acesso venoso e considerar o pulso.

Antes do início da anestesia realiza-se oxigenação prévia, prosseguindo com a respiração assistida controlada.

Para a passagem do tubo endotraqueal administra-se anestésico local.

• Anestesia regional (Raqui/peridural/Bloqueio de plexos)

Condições essenciais:

- coagulação normal

- não administrar heparina durante as últimas três horas que precedem esse procedimento

- Deve-se controlar o pulso e pressão arterial, utiliza-se ECG e um equipamento que viabiliza a respiração assistida: assegura-se ainda o acesso venoso.

Esperam-se como complicações agitação, tremor, convulsão, taquicardia, parada respiratória, bradicardia, assistolia e reação alérgica; com tratamento faz-se reposição do volume sanguíneo e infusão rápida de solução eletrolítica integral.


cuidados com pacientes portadores de patologia

1. Cardiopatias de risco

A medicação cardíaca se mantém durante o pré-operatório com exceção de diuréticos e digitálicos, pois tendo meia vida longa podem apresentar interações medicamentosas ocasionando danos ao paciente; ainda realiza-se uma reposição cuidadosa do eventual déficit de cálcio. Anestesia geral exige que o paciente seja entubado ou se utiliza a anestesia regional.

Como medidas especiais: utiliza-se de uma sonda para registro da temperatura, cateterismo arterial como da artéria como da artéria como da artéria pulmonar e anestesia para inalação.

2. Hipovolemia e choque

Não se deve administrar medicação pré-anestésica nem ao menos aplicar medicamentos por via intramuscular, obrigatoriamente deve-se ter dois acessos venosos em veias calibrosas e realizar a hidratação mediante sangue, plasma, soluções coloidais e soluções eletrolíticas.

Para indução anestésica mantém-se à mão aspirador, realiza-se oxigenação preliminar e a entubação sem anestesia prévia e ainda cateterismo venoso central.

3. Asma Brônquica

Realiza-se exame de capacidade funcional do pulmão durante o pré-operatório, inalação de broncodilatadores, mantém-se a medicação antiasmática de rotina durante o período pré-operatório, quando necessário aplica-se no dia da cirurgia inibidores de H1 e H2 por via endovenosa.

Dá-se preferência à anestesia regional mas quando se usa a anestesia geral deve-se entubar o paciente.

Cuidados especiais: manter a anestesia usando anestésicos inalatórios e dar preferência a anestesias profundas (menor dose).


diabetes mellitus

Os Pacientes que se mantêm compensados com regime dietético (glicemia inferior a 200 mg%) exigem apenas o controle regular da glicemia durante o período perioperatório. O tratamento pode geralmente ser dispensado.

Os diabéticos em uso de medicação antidiabética oral devem ser medicados com insulina no dia da cirurgia, sempre que a glicemia for superior a 200%. Na véspera da cirurgia recomenda-se diminuir ou dispersar o antidiabético oral, de acordo com o caso. Refeição tardia na véspera.

Os pacientes diabéticos que dependem da insulina entram facilmente em estado de hipoglicêmico durante o pré-operatório, quando obrigados a permanecer em jejum para a realização de certos exame (radiografias, etc.), sem que a dosagem da insulina seja reduzida. Na véspera da cirurgia recomenda-se manter o número e ritmo costumeiro das refeições (lanche noturno), diminuir a quantidade de insulina ou aplicar soro glicosado.

Os pacientes com diabetes mellitus precisam ser operados cedo, pela manhã. Na impossibilidade de praticar a intervenção de manhã, recomenda-se a aplicação endovenosa de uma solução contendo hidratos de carbono (glicose ou frutose). Corrigir a hipoglicemia com pequenas doses de insulina simples, por exemplo 8 UI por via venosa; repetir a dosagem após reduzir a glicemia para 200 mg%. Durante e após a intervenção, a glicemia precisa ser dosada em intervalos breves, eventualmente com testes rápidos. A dosagem da insulina simples depende do grau de hiperglicemia.

Cuidado: hipoglicemia devido à administração de doses excessivas de insulina.

 

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