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Hanseníase

última atualização: 08/04/01 

  

 

Introdução

A transmissão da hanseníase se dá por contato íntimo e prolongado com pacientes que eliminam bacilos.

Após a inalação do bacilo, os macrófagos alveolares podem agir de três formas:

        1) destruição dos bacilos em indivíduos bastantes resistentes

        2) defesa imunológica para isolamento do bacilo

        3) disseminação para linfonodos regionais e depois para partes mais frias.

O paciente sem tratamento elimina bacilos não só pela pele mas também pelas secreções.

A contaminação ocorre quanto um indivíduo com lesão (solução de continuidade) entra em contato com a superfície rica em bacilos.

O período de incubação dura de 2 a 7 anos e a eliminação de bacilos se dá pela pele e secreções nasais.

As 3 formas do destino do Mycobcterium depende da resistência imunologica do indivíduo.

O bacilo tem maior tropismo por nervos, principalmente por bainha de schwan, ou seja, ele destrói nervos essencialmente periféricos característica tal que ajuda no diagnóstico.

Isto leva à alteração de sensibilidade (1º- térmica, 2º- dolorosa e 3º- tátil). Quando as lesões são cutâneas, pequenos nervos são destruídos e há perda de anexos.

Uma hiperssensibilidade, do tipo formigamento, ocorre antes da perda da sensibilidade.

A lesão dos nervos não só leva a anestesia mas também a repercussões clínicas, conforme o desenvolvimento do quadro, e podem ser divididas nas formas clínicas segundo a disseminação:

            ·Virchowiana: Lesões mais graves podendo alcançar víceras (fígado e baço). Ela não se transforma em outro tipo de hanseniase. É a forma maligna e altamente contagiante.

             ·Tuberculóide: Estável como a Virchowiana. Nela a pessoa tem certa resistência.

             ·Dimorfa: Tem características das duas anteriores e pode evoluir mais para uma ou para outra. Então, é instavel.


TIPOS DE HANSENÍASE

1. Hanseníase indeterminada

Não houve definiçào da forma clínica das doenças. Ocorre uma mácula hipocrômica, podendo chegar até a 6 lesões. Inicialmente a hanseníase indeterminada caracteriza-se por formigamento mas evolui para a anestesia.Muitas vezes, começa a haver perda de anexos (pelo, glandulas sudoriparas e sebaceas)

Microxopia: infiltrado inespecifico

Evolução: cura, pólo benigno (tuberculoide) e pólo maligno (virchoviana)


2. Hanseniase virchowiana ( bacilífera)

- Sem o tratamento, ocorre reabsorção de pele e outros.

- Altamente contagiante mas a transmissão depende de exposição íntima e prolongada.

- Os bacilos vão se localizar em regiões frias (pele, trato respiratório superior, olhos – câmaras anterior – testículo, linfonodos que drenam a pele, troncos nervosos, macrófago do fígado, baço, suprasional)

Aspectos microscópicos

Células de virchow (rica em bacilos): Acúmulos de macrófagos modificados. Elas formam o granuloma que é caracteristico da hanseniase.

Pele: faixa de Unna, localizada entre a epiderme e a derme e corresponde a região não comprometida pelo bacilo. Sem infiltrado.

O granuloma tem essencialmente macrófago.

Célula virchoviana = célula espumosa = macrófago modificado com muitos bacilos e com múltiplos vacúolos.

No início, quando o granuloma se origina próximo a anexos da pele e nervos, ele se expande e forma uma faixa extensa de macrófagos.

Quando o granuloma chega à pele ,promove aspecto característico: a pele se adelgaça, estreita-se a faixa de conjuntivo normal, acumulam-se macrófagos modificados.

Clínica

Lesões simétricas em tronco e face, pricipalmente: Hansenomas eritematosa na face (sobrelevados, pouco definidos, que lembram um tumor) Ex.: face, orelha, punho, cotovelo, joelho.

Face leonina(grave):

Rosto inchado, perda de pelo e cabelo (madarose), faces de “máscaras” pela perda dos nervos ( não externa sentimentos) do rosto. Essa face leonina é característica da fase avançada.

· Secreção serosanguilonenta (líquida e com sangue) rica em bacilos => lesão de mucosa nasal e laringe

· Compromentimento de nervos periféricos (espessamentos) => musculatura comprometida. Ex.: pé caído.

· Olhos : ceratite à córnea compremetida, lagoftalmo (acúmulo de lagrima já que é impedido de piscar (músculo não funciona) ), palpebra caída, exoftalmo.

· Mal perfurante (úlceras de difícil cura) com, às vezes , mais de 1 cm de profundidade.

· Autoamputação: reabsorção óssea e muscular quando a lesão neural é muito intensa.

· Amiloidose secundária à hanseniase (principalmente renal)

· Ocorre ulceração por falta de inervação. Ela é altamente contagiante.

· O granuloma pode destruir o palato e a orelha.

· Ocorre infiltração (inchaço)

· Múltiplos nódulos no abdome sobrelevados e eritematoso

· Mão em “garra”: sempre em contração pela ausencia de musculatura extensora que foi reabsorvida

· O compretimento dos dedos não é uniforme

O tratamento é importante para evitar que a doenças progrida além de levar à reabilitação (ensino à convivência com a anestesia , etc => reeducação.)

Algumas das lesões apresentadas podem ocorrer na forma tuberculóide, mas difícilmente evoluem.


3. Hanseníase tuberculoíde (Máculo anestésica)

à Representa o pólo benigno da hanseníase

à Aspecto microscópico: granuloma tuberculóide (constituído de células Epitelioides, células gigantes, fibroblastos e linfócitos mas de forma caótica, desorganizada.Trata-se de uma situação inversa a da hanseníase tuberculóide)

à Os filetes nervosos estão espessados e fibrosados

à Esta forma não é bacilífera (bacilo não elimina bacilos, eles ficam dentro do organismo)

Clínica

-Lesões circunscritas assimétricas

-Contorno nítido

-Borda interna menos nítida

-Sensibilidade abolida

-Alopécia (ausência de pelôs ou cabelos na região)

-Em meio à mácula existencim áreas preservadas.


4. Hanseníase dimorfa

Trata-se de um tipo instável de hanseníase.

Microscopia:

                -- infiltrado ambíguo ( possui linfocitos, então, não parece um granuloma)

                -- bacilos em alta concentração pelo componente virchoviano.

Clínica:

                -- infiltração difusa

                -- placas

                -- cor: pardacenta

                -- nódulos

                -- orelha lepromatosa

Para se ter certeza que é dimorfa, deve-se observar a microscopia.Se houver somente células de Virchow,  tratar-se-á de hanseníase virchoviana.


formas reacionais

· Reação nevorsa à neurite cubital, mediano e ciático (tratamento com corticóide).

· Eritema nodoso hansenótico: Tratamento com talidomida ( medicação contra-indicada para mulheres férteis ).

· Doença autoimune, podendo causar vasculite e glomerulonefrite


diagnóstico

- Teste de sensibilidade

- Teste da histamina (Lewis): halo reflexo inexistente à anormal à sem eritema (resultado normal: lesão, eritema,edema)

- Baciloscopia

- Histopatologia

- Lepromina injetada intradérmica => fins prognósticos

- Vigilancia dos contatos


Duração e resultados do tratamento

               · 2 anos para o tipo Tuberculóide

               ·3 anos para o tipo Vichowiana

Dos indivíduos que fazem tratamento, 2% têm recidiva.

A área de lesão fica de cor violeta. Mesmo indivíduos curados biologicamente, podem ter as doenças imunologicas (reacional).


Referências Bibliográficas

  1.Patologia Estrutural e Funcional Segunda Edição 2000 Cotran, Kumar, Robbins

  índice Patologia

Autores

Equipe EstudMed.com


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