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Células Secretoras de Esteróide (Leydig e Enteroendócrinas)

última atualização: 30/03/01 

  

 

As células endócrinas especializadas na síntese de hormônios esteróides distinguem-se por serem células poliédricas ou arredondadas, com núcleo central e citoplasma que geralmente apresentam gotículas de lipídeo, por apresentarem retículo endoplasmático liso muito desenvolvido. Além dessas características, as células endócrinas especializadas na síntese de esteróides apresentam mitocôndrias grandes, geralmente esféricas ou ligeiramente alongadas, que contém cristas tubulares ao lado das cristas em forma de prateleiras. As mitocôndrias destas células contém parte das enzimas necessárias para a síntese dos hormônios esteróides. Esta síntese resulta da colaboração entre o retículo endoplasmático liso e as mitocôndrias.

Como exemplo das células endócrinas secretoras de esteróide temos a célula de leydig e as células enteroendócrinas.

No caso da célula de Leydig, sabemos que se encontram no testículo. Esse órgão tem a dupla função de produzir espermatozóides e de produzir hormônio sexual masculino, a testosterona, que é responsável pelos caracteres sexuais secundários masculinos. Cada testículo é envolvido por uma cápsula de tecido conjuntivo rico em fibras colágenas, a albugínea. Na sua região posterior, a albugínea apresenta um espessamento, o mediastino testicular, de onde partem septos fibrosos que a atingem do lado oposto. Dessa maneira, cada testículo é dividido em aproximadamente 250 compartimentos piramidais, os lóbulos testiculares.

Como os septos são incompletos, os lóbulos se intercomunicam, sendo cada um deles ocupados por 1 a 4 túbulos seminíferos imersos em tecido conjuntivo frouxo, contendo vasos sanguíneos e linfáticos, nervos e células intersticiais ou de Leydig.

As células intersticiais ocorrem em grupos de vários tamanhos, que são bastante distintas nos testículos humanos. Geralmente, há pequenos vasos sanguíneos presentes neste grupos. As células intersticiais são grande ovóides ou poligonais. Possui núcleo grande, freqüentemente localizado excentricamente. O citoplasma das células intersticiais é granular e bastante denso nas proximidades do núcleo, mas é vacuolizado na periferia e em preparações comuns sua coloração é bastante pálida. Isso se deve, em grande parte, à dissolução de grânulos e gotículas lipídicas. A maior parte do retículo endoplasmático é do tipo de superfície lisa e as mitocôndrias têm cristas mais tubulares do que chanfradas, sendo esses aspectos característicos das células que secretam hormônios esteróides. As células intersticiais contém também grânulos de pigmento lipocrômicos e cristalóides.

Os grânulos de pigmento aumentam em número nos homens mais velhos e estudos ultra estruturais indicam que podem representar vacúolos autofágicos.

Os cristalóides são estruturas bastoneiformes e, em corte, são ovais ou redondos. Seu número e tamanho variam grandemente. Formados por substância albuminosa, são bastante resistentes a solventes. Para preserva-los é necessária a fixação logo após a morte.

Fotomicografias eletrônicas mostram dois tipos de células grandes que têm organelas usuais, e numerosas vesículas pequenas delimitadas por membrana, grânulos, gotículas lipídicas, pigmento osmófilo e grande cristais de proteínas. A presença de células com características intermediárias indica que a célula fusiforme representa estágio precursor da célula intersticial madura.

As células de Leydig derivam de fibroblastos e podem se reverter a células que não se distingue deles.

As células secretoras de esteróides também podem ser encontradas no intestino. Tais células secretam hormônios constituintes de um sistema denominado neuro endócrino difuso. A distribuição das células enteroendócrina não é uniforme. Elas secretam hormônio polipeptídicos e podem ser de dois tipos: aberto, em que o ápice da célula possui microvilos que entram em contato com a luz do órgão, ou fechado, em que o ápice é coberto pelas outras células epiteliais. Admite-se que no tipo aberto conteúdo do tubo digestivo deve atuar sobre os microvilos, influindo na constituição destas células. O sistema digestivo está sob controle do sistema nervoso, que é modulado por um complexo e eficiente sistema de secreção local de peptídeos que atuam por via sanguínea, como os hormônios, ou células muito próximas, pela via parácrina.

A atividade e a quantidade de células intersticiais dependem do estímulo hormonal. Durante a gravidez humana, ocorre a passagem do hormônio gonadotrófico placentário do sangue materno para o fetal, estimulando as células intersticiais, que são muito numerosas no testículo fetal, produzindo um hormônio andrógeno, chamado testosterona, que é fundamental para a diferenciação embriológica do aparelho genital masculino. Após o nascimento, as células intersticiais se tornam quiescentes, voltando a atividade na puberdade por estímulo do hormônio luteinizante da hipófise, que é o principal responsável pelo controle da secreção de andrógenos. Tumores nas células intersticiais produzem puberdade precoce em crianças do sexo masculino.


Referências Bibliográficas

  1. Histologia Básica, Junqueira e Carneiro,sétima edição, editora guanabara koogan,1999

  2. Histologia, Bailey, terceira edição, editora Edgard Blucher,1971

 

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Autores

Equipe EstudMed.com


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