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Células Caliciformes (2ª parte)

última atualização: 01/04/01 

  

 

As células caliciformes realizam secreção de muco apresentando numerosas gotículas ricas em posissacarídeos na sua parte apical.

Na porção inicial das vias aéreas o epitélio se apresenta mais alto e com maior número de células caliciformes. O muco produzido nessa região prende microorganismos e partículas inertes, sendo deslocado ao longo da superfície epitelial em direção à faringe, pelo batimento ciliar sincrônico. Esse descolamento do muco protetor representa importante mecanismo de defesa do aparelho respiratório.

Já nos seios paranasais, o epitélio respiratório se apresenta baixo e com poucas células caliciformes. O muco produzido nessas cavidades é drenado para as fossas nasais.

Na traquéia, a secreção oriunda das células caliciformes, assim como a das outras glândulas, formam tubo mucoso contínuo, que é levado em direção, à laringe, constituindo uma barreira às partículas de pó que entram junto com o ar inspirado.

Nos bronquíolos, as células caliciformes diminuem drasticamente em número, podendo até não existir.

A célula caliciforme é um exemplo de célula produtora de muco e pode ser encontrada no epitélio de vários órgãos. Em seu pólo apical, a célula caliciforme apresenta muitos grânulos de secreção glicoprotéica, grandes e pouco elétron-densos. O núcleo é geralmente achatado e deslocado para a parte basal da célula, região rica em retículo endoplasmático rugoso. Acima do núcleo, encontramos o aparelho de golgi muito desenvolvido. No retículo endoplasmático rugoso se inicia a síntese das glicoproteínas. Os glicídios são adicionados à parte protéica no retículo rugoso e no aparelho de golgi, principalmente. O muco, gel viscoso e elástico que protege e lubrifica a superfície do epitélio, é formado pelas glicoproteínas que se tornam muitos hidratadas quando são liberadas das células.

As células caliciformes constituem o epitélio superficial da membrana mucosa de vários órgãos. Elas só se distinguem como células mucosas depois que se inicia a formação de secreção e quando repleta de secreção sua porção apical se dilata, enquanto a porção basal permanece delgada, conferindo à célula a aparência de cálice. Na célula viva, a porção apical dilatada contém gotículas de mucígeno ou premucina.

As gotículas de mucígeno não são geralmente visíveis em secções preparadas pelos métodos de rotina porque os fixadores que são normalmente empregados dissolvem-no, deixando no citoplasma um retículo filamentoso frouxo. As gotículas mucina podem ser facilmente vistas com o auxílio do microscópio óptico em cortes histológicos preparados de forma adequada.

No clímax da fase ativa da secreção, as gotículas de mucígeno são liberadas pela extremidade apical da célula, são dissolvidas e rapidamente transformadas em mucina, Às vezes, as gotículas são liberadas gradualmente enquanto considerável. Em outros casos, as gotículas são liberadas rapidamente e a célula perde sua forma. Após um período de repouso, a mesma célula pode se tornar novamente ativa e passar por estágios idênticos de secreção.

O produto de secreção da maioria das células glandulares têm uma fração de carboidratos, sendo que as das células caliciformes apresentam um alto teor desses carboidratos.

As últimas podem ser encontradas em diversos órgãos tais como: intestino delgado, intestino grosso e órgãos do sistema respiratório.

O intestino delgado é a porção do tubo digestivo onde ocorre os processos finais da digestão. É um órgão longo, o que permite uma ação mais demorada das enzimas digestivas e que se divide em três partes: duodeno, jejuno e íleo.

O revestimento interno do intestino delgado mostra uma série de pregas (dobras da mucosa e da submucosa). Aparecem também as vilosidades intestinais que são projeções da mucosa na luz do intestino. A renovação do epitélio é muito rápida, pois há uma intensa atividade mitótica das células da porção basal das glândulas intestinais.

O epitélio da mucosa do intestino delgado é formado por vários tipos celulares. As células mais comuns são as intestinais primáticas ou absortivas, seguidas pelas células caliciformes, células de Paneth, células enteroendócrinas e células M.

Analisando somente as células caliciformes, podemos perceber que estas se distribuem entre as células absortivas. São menos freqüentes no duodeno e aumentam de número em direção ao íleo. Por produzirem grande quantidade de muco, têm como função lubrificar e proteger o epitélio intestinal.

Já o intestino grosso apresenta uma mucosa lisa, sem pregas na sua maior parte, com exceção da porção retal. O epitélio de revestimento é do tipo colunar prismático. As glândulas intestinais são longas e se caracterizam enteroendócrinas. As células caliciformes são responsáveis pela produção de muco para lubrificação da superfície mucosa.

As células caliciformes são encontradas também na mucosa do aparelho respiratório. A área respiratória das fossas nasais, por exemplo, é revestida por uma mucosa constituída por um epitélio pseudo-estratificado colunar ciliado, com inúmeras células caliciformes. Esse epitélio reveste a maior parte das vias aéreas sendo freqüentemente chamado de epitélio tipo respiratório.

As células caliciformes realizam secreção de muco apresentando numerosas gotículas ricas em polissacarídeos na sua parte apical.

Na porção inicial das vias aéreas o epitélio se apresenta mais alto e com maior número de células caliciformes. O muco produzido nessa região prende microorganismos e partículas inertes, sendo deslocado ao longo da superfície epitelial em direção à faringe, pelo batimento ciliar sincrônico. Esse descolamento do muco protetor representa importante mecanismo de defesa do aparelho respiratório.

Já nos seios paranasais, o epitélio respiratório se apresenta baixo e com poucas células caliciformes. O muco produzido nessas cavidades é drenado para as fossas nasais.

Na traquéia, a secreção oriunda das células caliciformes, assim como a das outras glândulas, formam tubo mucoso contínuo, que é levado em direção à laringe, constituindo uma barreira às partículas de pó que entram junto com o ar inspirado.

Nos bronquíolos, as células caliciformes diminuem drasticamente em número, podendo até não


Referências Bibliográficas

  1. Histologia Básica, Junqueira e Carneiro,sétima edição, editora guanabara koogan,1999

  2. Histologia, Bailey, terceira edição, editora Edgard Blucher,1971

 

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Autores

Equipe EstudMed.com


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