Busca
    >Trabalhos

>Matérias   

Livros   Home Page  •  Ausculta  •  Piadas  •  Enviar Trabalhos  •  Fale Conosco  •  Mapa  •  Quem Somos

 
Consanguinidade

última atualização: 06/04/01 

  

 

A duração do casamento entre primos é levada ao consultor genético de tempos em tempos, amiúde devido à violenta oposição que essa perspectiva desperta na família envolvida. Isto pode advir em parte da oposição de certas religiões a casamentos consanguíneos e em parte da opinião popular que tais uniões acarretam deformidade, insanidade /idiotia e degenaração de todos os tipos (1).

A idéia de que os casamentos entre primos são geneticamente desastrosos talvez origine-se da observação de que crianças com doenças recessivas raras frequentemente têm pais consanguíneos, não se levando em consideração os pais consaguíneos que têm filhos sem essas doenças.(2).

De fato, o acasalamento consanguíneo (endocruzamento), assim como a estratificação e o cruzamento preferencial positivo, causam um aumento da frequência de ambos os genótipos homozigóticos e uma redução da forma heterozigótica correspondente. Diversamente dos distúrbios em populações estratificadas, onde cada subgrupo tende à ter uma alta frequência de alguns alelos, o acasalamento consanguíneo permite que alelos menos comuns se tornem homozigóticos, e os tipos de distúrbios recessivos observados na progênie de pais aparentados podem ser muito raros e incomuns (1)

Quanto mais raro o distúrbio, mais forte é essa tendência. Assim, a maioria dos indivíduos afetados por um distúrbio relativamente comum, como a fibrose cística, não resulta de consanguínidade, pois o alelo mutante é muito comum na população em geral. Contudo, a consanguinidade é encontrada mais nos antepassados de pacientes com afecções muito incomuns. No xeroderma pigmentoso, um distúrbio autossômico recessivo infrequente do reparo do DNA, por exemplo, mais de 20% dos casos relatados resultam de casamentos entre primos de 1o. grau (1).

Por outro lado, o risco de anormalidades genéticas entre primos de 3o. grau é considerávelmente menor provando que a preocupação com tais anomalias aumentam quanto maior o grau de parentesco entre os cônjuges. Ainda, deve-se considerar o fato de haver ou não uma doença recessiva na família já que a chance de ocorrer tal doença em famílias que não as possuem é reduzido, mesmo em casamentos consanguíneos (2).

Concluindo, os riscos absolutos de uma progênie anormal para casamentos entre primos em primeiro grau é menos que o dobro do risco populacional global para casamentos entre pessoas não aparentadas. A consanguinidade em primos de terceiro grau ou parentescos mais remotos não é considerada geneticamente significativa, e o aumento do risco de uma prole anormal é desprezível nestes casos. Mesmo assim, provavelmente muitas pessoas homozigotas para um alelo raro o herdaram de ambos os pais desde um ancestral comum remoto que era heterozigoto.

 


Referências Bibliográficas

  1. Thompson & Thompson: Genética médica; e5, 1993. 7: 105-106

  2. NORA: Genética Médica: e3, 1991. 5:73


  índice Genética

Autores

Equipe EstudMed.com


Home Page  -  Livros  -  Matérias  -  Trabalhos Científicos  -  Ausculta Cardio-Pulmonar  -  Enviar Trabalhos  - Links
Agenda Médica
  -  Mapa do Site  -  Quem Somos  -  Fale Conosco  -  Enquetes - Testes Interativos - E-mail

EstudMed.com® 2001-2011 Todos os direitos reservados.