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Fisiologia do Sistema Respiratório (1ª parte)

última atualização: 23/05/01 

  

 

Introdução

Ventilação Pulmonar : O objetivo da respiração é o fornecimento de oxigênio aos tecidos e remoção do dióxido de carbono. Nos animais superiores, como o homem, o sistema respiratório é complexo e possui um sistema condutor o qual leva o ar das fossas nasais até onde ocorrem as trocas gasosas, nos alvéolos.

Divisão da respiração:

Podemos dividir o estudo da respiração em 4 partes:

    a. ventilação pulmonar: renovação cíclica do gás alveolar pelo ar atmosférico.

    b. difusão do oxigênio e do dióxido de carbono entre sangue e alvéolos.

    c. Transporte do oxigênio e do dióxido de carbono.

    d. Regulação da respiração.


Músculos responsáveis pelo enchimento e esvaziamento dos pulmões

São três os grupos de músculos responsáveis pela respiração pulmonar: diafragma, músculos inspiratórios e músculos respiratórios:

Diafragma: Movimento para cima e para baixo, permitindo que a caixa torácica se encurte e se alongue, respectivamente. É inervado pelo nervo frênico.

Músculos inspiratórios: Elevam o gradil costal promovendo expansão dos pulmões, permitindo que o diâmetro antero posterior seja aumentado cerca de 20% durante a inspiração máxima. Os principais músculos inspiratörios são os intercostais externos, mas existem outros músculos que os auxiliam como esternocleidomastoideo, denteados anteriores e escalenos(músculos acessórios).

Músculos expiratórios: tracionam para baixo o gradil costal. São eles: retos abdominais, que “puxam" para baixo as costelas inferiores ao mesmo tempo que eles próprios e os demais músculos abdominais empurram o conteúdo abdominal para cima, em direção ao diafragma, e intercostais internos.

Esses músculos atuam na expiração forçada ou não passiva. Isso ocorre pois a expiração é um fenômeno passivo. Ela ocorre por diminuição fisiológica do volume da caixa torácica (CT) por retração elástica da mesma caixa torácica e do próprio parênquima pulmonar, após distensão causada na inspiração.

Cada pulmão flutua dentro da cavidade torácica, circundada por fina película de líquido pleural o qual tem função de lubrificante para os movimentos pulmonares dentro da cavidade.


Volumes e capacidades pulmonares

Os volumes e capacidades são, em sua grande parte, medidos através da “espirometria”, um procedimento que objetiva observar os movimentos inspiratórios e expiratórios e com isso medir tais volumes e capacidades. Vale a pena lembrar que a espirometria mede apenas aqueles volumes e capacidades que entram e saem dos pulmões e não aqueles que persistem nos pulmões após uma expiração máxima. Desta maneira, a espirometria não mede volume residual, capacidade residual funcional e capacidade pulmonar total.

Volumes pulmonares

    · Volume corrente (VC): É o volume de ar inspirado ou expirado num ciclo respiratório. VC = 500 ml

    · Volume de reserva inspiratória (VRI): É o máximo volume de ar que ainda pode ser inspirado após uma inspiração basal. VRI= 3.000 ml

    · Volume de reserva inspiratória (VRE): É todo o volume que se consegue expirar após uma expiração basal. VRE=1.100 ml

    · Volume residual (VR): É o volume de ar que permanece nos pulmões após uma expiração máxima e forçada. VR=1.200 ml

Capacidades pulmonares

São combinações de dois ou mais volumes pulmonares, sendo importantes na descrição dos ciclos respiratórios. São elas:

    · Capacidade inspiratória (C.I.): É o volume máximo que uma pessoa pode inspirar após uma expiração basal. Ela corresponde, numericamente, à somatória do volume corrente com o volume de reserva inspiratória, ou seja, CI= VC+VRI. Logo, CI=3.500 ml

    · Capacidade vital (C.V.): É o volume máximo de ar mobilizado entre uma inspiração e expiração máximas. Trata-se da somatória de volume corrente, volume de reserva inspiratória e volume de reserva expiratória, ou seja, CV= VC+VRI+VRE. Como CI= VC+VRI, CV= CI+VRE, CV= 4.600 ml

    · Capacidade residual funcional (CRF): É o volume de ar que permanece nos pulmões após uma expiração basal, ou seja, é a somatória do volume de reserva expiratória com volume residual. Assim, CRF=VRE+VR, logo, CRF= 2300 ml

    · Capacidade pulmonar total (CPT): É o volume contido nos pulmões após uma inspiração máxima, ou seja, é a soma de todos os volumes pulmonares.

Como já dito anteriormente, a maioria dos volumes e capacidades pulmonares podem ser medidos por espirometria, mas existe algumas exceções.

Os volumes e capacidades pulmonares variam de pessoa para pessoa e também sofrem alterações fisiológicas e patológicas

 

Gráfico – Volumes Pulmonares

continuação

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