Busca
    >Trabalhos

>Matérias   

Livros   Home Page  •  Ausculta  •  Piadas  •  Enviar Trabalhos  •  Fale Conosco  •  Mapa  •  Quem Somos

 
Farmacologia do Sistema Respiratório (1ª parte)

última atualização: 20/01/01 

  

 

Descongestionantes

A mucosa nasal é muito vascularizada. Quase todas as doenças nasais se caracterizam por secreção obstrução nasal ou espirro. O descongestionante é sintomático, causando uma vasoconstrição atuando sobre a secreção e a obstrução.

Há pessoas que tratam rinite alérgica com descongestionante, o que é um erro, pois estão tratando os sintomas, por isso, muitas pessoas ficam viciadas em descongestionantes.


Adrenérgicos

Catecolaminas: A principal é a adrenalina. Quando há sangramento nasal tem um uso tópico (embebe-se um algodão e o uso é local). O sangramento é diminuído por vasoconstrição intensa.

Não catecolaminas: Efedrina, fenilefrina e fenilpropanolamina (uso sistêmico normalmente)

Derivados imidazóticos: Nafazolina e sanafazolina (são de uso tópico).

O descongestionante tópico tem ação rápida com efeito curto, mas tem a desvantagem de poder ser usado, no máximo por 5 dias, se for usado por mais tempo, deve ser a intervalos cada vez menores. Há rinite vasomotora, onde há congestão nasal por uso de descongestionante. Se for usado de forma abusiva há ardor, ressecamento nasal e até perfuração de septo (há isquemia por vasoconstrição). Em crianças menores de 1 ano, mesmo o uso tópico pode causar efeitos sistêmicos: hipertensão intracraniana, taquicardia, hipertensão, arritmia, convulsão.

Em crianças maiores, se o uso for necessário, o medicamento deve ser diluído. Evita-se usar descongestionantes em crianças.

A forma correta de usar é pingar o medicamento com a cabeça virada para o lado, pois se virar a cabeça por exemplo, para trás, o medicamento cai na orofaringe e é deglutido. O spray é melhor.

Os efeitos sistêmicos dos alfa adrenérgicos podem ser: retenção urinária, hipertensão, taquicardia (efeito adrenérgico). Têm a vantagem de não causar dependência.

Quando há efeito alérgico (doença alérgica) pode-se prescrever:

• Corticóides tópicos

• Anti-histamínicos tópicos

• Anticolinérgicos tópicos

O aparelho respiratório leva o O2 até as células, onde há respiração celular.

Nas doenças em que há hipóxia, há diminuição da oxigenação tecidual (na anóxia há ausência de O2).

Hipoxemia: diminuição do O2 sangüíneo.

Quando há hipóxia, há alterações que não permitem que o O2 chegue adequadamente ao tecido.


Hipóxia

Há alguns tipos:

    1. Tipo hipoxêmica: causada por diminuição da quantidade de O2 no sangue.

· Pulmão doente: pneumonia, enfizema, asma, tuberculose. Há alteração na função de trocas gasosas. Ocorre em qualquer doença pulmonar.

· Pulmão normal: não há O2 suficiente no ambiente (altas altitudes, locais fechados), corpo estranho na via respiratória com obstrução (tumor, corpo estranho como objetos, etc.) intoxicação por depressores da musculatura, paralisia infantil (poliomielite), miastenia.

 

    2. Tipo anêmica: há falta do transportador de O2.

· Hb (anemias): defeitos congênitos, falta de vitamina B12, falta de ferro.

Hb normal mas não funcionante: carboxi-hemoglobina (indivíduo que liga o carro em uma garagem fechada), sulfa-hemoglobina e meta-hemoglobina (relacionadas a drogas que alteram o transporte de O2 ).

 

    3. Estagnante: prejudicam a circulação

· Insuficiência cardíaca grave

· Choque

 

    4. Histotóxica: causadas por lesão do tecido.

· Intoxicação pelo cianeto

· Choque, etc.


Tosse

Tem a função de eliminar secreções e proteger a via respiratória de corpos estranhos.

Uma pessoa que se engasga tem tosse imediata que tem a função de impedir a entrada do corpo estranho.

A tosse também está presente na pneumonia e na tuberculose, a fim de eliminar as secreções.

Às vezes, a tosse é prejudicial. Por exemplo, nas pessoas que têm sinusite, a descida da secreção causa tosse sem finalidade no tratamento. É uma tosse seca que não beneficia o paciente e tem que ser controlada, pois é irritativa.

A tosse nem sempre tem que ser sedada: quando a tosse elimina secreções tem que ser estimuladas e não sedada.

Entretando, se uma pessoa tem tosse mas precisa falar bastante, está vomitando ou está com dor muscular, etc. a tosse tem que ser sedada, sendo portanto necessário avaliar cada situação. É importante tratar a causa quando possível.


Antitussígenos ou béquicos

Opiáceos:

• codeína, dolantina e morfina (dolantina e morfina são as mais potentes).

• A dolantina é mais potente que a morfina.

• A codeína ameniza a tosse, enquanto as outras 2 abolem a tosse e o indivíduo fica sem proteção.

• Todas podem causar dependência.

Não opiáceos: claperastina, claritinol.

• A codeína tem venda controlada com retenção de receita, bem como a morfina. Essas drogas são menos potentes que os opiáceos.

Considerações:

• A maior parte das pessoas que estão tossindo não precisam de antitussígeno.

• Alimentos quentes e doces parecem sedar a tosse (xaropes com mel, chá quente, etc).

• O spray de própolis parece não amenizar a tosse.

• No caso de hemoptise (escarro com sangue), a tosse deve ser sedada para que o sangue não obstrua as vias respiratórias. A pessoa pode morrer por causa da obstrução.

 

continuação

  índice Farmacologia


Home Page  -  Livros  -  Matérias  -  Trabalhos Científicos  -  Ausculta Cardio-Pulmonar  -  Enviar Trabalhos  - Links
Agenda Médica
  -  Mapa do Site  -  Quem Somos  -  Fale Conosco  -  Enquetes - Testes Interativos - E-mail

EstudMed.com® 2001-2011 Todos os direitos reservados.