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Limitação Crônica do Fluxo Aéreo - Caso Clínico

última atualização: 25/06/01 

  

 

caso clínico

Paciente de 56 anos, feminina, admitida por grave insuficiência respiratória.

Há 5 anos a paciente faz tratamento ambulatorial por causa de falta de ar, tosse produtiva e chiado no peito; usava regularmente aminofilina 0,8 g/dia e salbutamol spray 2x/dia. Há 3 anos vem notando edema de MMII acompanhando o quadro anterior, sendo associado ao seu tratamento hidroclorotiazida 50 mg/dia e digoxina 0,25 mg/dia, com relativo controle de seus sintomas. Desde então teve 2 internações por infecção pulmonar, recebendo de medicação ampicilina e Bactrimâ respectivamente, com relativo controle do quadro.

Ex. Laboratoriais: HMG Hb 15 Ht 50% leuc 7.000 (2-60-1-30-6-1)

glicemia 90 uréia 40 creatinina 0,6 Na 142 K 3,2

gasometria, repouso, AA, FR 26 pH 7,45 pCO2 50 pO2 60 bic 30 SatO2 92%

espirometria simples CVF 2,5 (70%) VEF1 0,9 l (42%) VEF1 0,36

CVF

FEF 25-75 1,96 (64%) VVM 25 l (12%)

Há 5 dias a paciente iniciou com tosse produtiva amarelada e febre de 39° C, que se seguiu a chiado no peito, falta de ar progressiva e cianose. Procurou PS que lhe aplicou 1 amp de aminofilina EV e inalação com fenoterol, com relativa melhora, tendo sido dispensada para casa. Após aproximadamente 6 hs a paciente voltou a piorar, procurando o PS HMU.

Ao EF encontrava-se intensamente dispnéica, cianótica +, pletórica, com sudorese fria

PA 90 x 60 mm Hg FC 120 FR 44 pulso paradoxal estase jugular a 45° +++

Tórax: em barril . Pulmões: expansibilidade diminuída com tempo expiratório prolongado, MV diminuído globalmente. Sibilos generalizados em AHT, estertores em bases. Coração: BRHF, B4 +

Abdômen: globoso e flácido, ascite ++, com macicez móvel e demarcação de linha de Skoda a 3 cm da cicatriz umbilical. Fígado palpável há 10 cm RCD e a 15 cm do AX, doloroso. Baço - . MMII edema +++

Foram colhidos exames e iniciada aminofilina diluída em SG 5%, sob infusão contínua e inalação com SF 3,0 ml e fenoterol 5 gt, furosemida 1 amp EV de 8/8 hs, cefalotina 1,5 g 6/6 hs e máscara de O2 5 l/min, além de hidrocortisona 300 mg EV 6/6 hs.

gasometria em AA FR 44 pH 7,25 pCO2 60,7 pO2 38 bic 28,2 Sat O2 85%

HMG Hb 15,5 Ht 50% leuc 9.000 ( 8-61-0-30-1).

glicemia 180 uréia 36 creatinina 0,8 Na 140 K 4,3

gasometria máscara de O2 5 l/min pH 7,14 pCO2 92 pO2 37,4 bic 30 Sat O2 83%

A paciente evoluiu com deterioração do estado geral, sofrendo PCR prontamente revertida após entubação e ventilação mecânica. Encontrava-se taquicárdica e arrítmica, com FC 140 spm/min. Na ocasião da entubação aspirou-se grande quantidade de secreção.

No 2º DI a paciente apresentou um episódio de HDA, com hematêmese com sangue vivo rutilante. Foi reposta a volemia com sangue fresco, permanecendo a paciente estável, sendo extubada no 8º DI e mantida com cateter de O2 nasal 1 l/min.

gasometria: pH 7,44 pCO2 51 pO2 70 bic 33,3 Sat O2 95%

HMG Hb 12,8 Ht 36% leuc 12.000 (7-72-1-9-1)

Continuou recebendo de medicação aminofilina EV contínuo, inalação com fenoterol e brometo de ipratrópio, furosemida 1 amp EV de 12/12 hs e digoxina 0,25 mg/dia.

No 10º DI iniciou com inapetência, intolerância alimentar e náuseas.

Ao exame físico a paciente encontrava-se arrítmica com FC 60 spm e P 30 bpm.

No 15º DI encontrava-se melhor, recebendo alta para controle ambulatorial.

    1. Como se classifica o DPOC e quais suas diferenças fundamentais?

    2. Tratamento do DPOC em linhas gerais.

    3. Qual é o tratamento de uma crise de broncoespasmo?

    4. Explique a poliglobulia da paciente em questão.

    5. Qual a fisiopatologia e o tratamento do cor pulmonale crônico?

    6. Qual o mecanismo de ação e os efeitos colaterais das seguintes drogas:

· aminofilina

· b agonistas

 
 • Osteoporose
 • Supressão da supra-renal
 • Supressão do crescimento
 • Síndrome de Cushing
 • Hiperglicemia
 • Infecção
 • úlcera péptica
 • Miopatia
 • Psicose
 • Catarata
 • Glaucoma
 • Hipertensão arterial
 • Necrose avascular
 • desequilíbrio hidro-eletrolítico
 • acne
 • hirsutismo
 • retardo na cicatrização


· hidrocortisona:

· brometo de ipratrópio

· almitrina

    7. Quais os motivos que levaram a paciente a cursar com PCR? Quais os procedimentos em uma PCR?

    8. Quais os procedimentos em uma intoxicação digitálica? Quais as causas precipitantes?

15.Para que serve a espirometria? O que é índice de Tiffeneau e para que serve?

16.Quais são as medidas extraídas da curva fluxo-volume?

17.O que é espaço-morto e o que é shunt?

19.Quais são as indicações de entubação?

20.O que é diferença alvéolo-arterial de O2?

21.Quais os agentes etiológicos mais freqüentes na infecção pulmonar do DPOC?

22.Quais são os mecanismos compensatórios em uma acidose respiratória aguda e crônica?

23.Descreva o mecanismo de controle da respiração.

24.Qual a ventilação preconizada para o paciente DPOC?

· Ventilação não invasiva

25.Quais as conseqüências hemodinâmicas da ventilação mecânica?

26.O que é complacência?

27.Quais são as indicações de sangria ou hemodiluição normovolêmica?

28.Qual a dieta atualmente preconizada para o paciente DPOC?

29.Cirurgia Redutora de Parênquima no DPOC ( The New England Journal of Medicine, vol 334, fasc 17).

 

 

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