caso clínico
Paciente de 56 anos, feminina, admitida por grave insuficiência respiratória.
Há 5 anos a paciente faz tratamento ambulatorial por causa de falta de ar,
tosse produtiva e chiado no peito; usava regularmente aminofilina 0,8 g/dia e
salbutamol spray 2x/dia. Há 3 anos vem notando edema de MMII acompanhando o
quadro anterior, sendo associado ao seu tratamento hidroclorotiazida 50 mg/dia e
digoxina 0,25 mg/dia, com relativo controle de seus sintomas. Desde então teve
2 internações por infecção pulmonar, recebendo de medicação ampicilina e
Bactrimâ respectivamente, com relativo controle do quadro.
Ex. Laboratoriais: HMG Hb 15 Ht 50% leuc 7.000 (2-60-1-30-6-1)
glicemia 90 uréia 40 creatinina 0,6 Na 142 K 3,2
gasometria, repouso, AA, FR 26 pH 7,45 pCO2 50 pO2 60 bic 30 SatO2 92%
espirometria simples CVF 2,5 (70%) VEF1 0,9 l (42%) VEF1 0,36
CVF
FEF 25-75 1,96 (64%) VVM 25 l (12%)
Há 5 dias a paciente iniciou com tosse produtiva amarelada e febre de 39°
C, que se seguiu a chiado no peito, falta de ar progressiva e cianose. Procurou
PS que lhe aplicou 1 amp de aminofilina EV e inalação com fenoterol, com
relativa melhora, tendo sido dispensada para casa. Após aproximadamente 6 hs a
paciente voltou a piorar, procurando o PS HMU.
Ao EF encontrava-se intensamente dispnéica, cianótica +, pletórica, com
sudorese fria
PA 90 x 60 mm Hg FC 120 FR 44 pulso paradoxal estase jugular a 45° +++
Tórax: em barril . Pulmões: expansibilidade diminuída com tempo expiratório
prolongado, MV diminuído globalmente. Sibilos generalizados em AHT, estertores
em bases. Coração: BRHF, B4 +
Abdômen: globoso e flácido, ascite ++, com macicez móvel e demarcação de
linha de Skoda a 3 cm da cicatriz umbilical. Fígado palpável há 10 cm RCD e a
15 cm do AX, doloroso. Baço - . MMII edema +++
Foram colhidos exames e iniciada aminofilina diluída em SG 5%, sob infusão
contínua e inalação com SF 3,0 ml e fenoterol 5 gt, furosemida 1 amp EV de
8/8 hs, cefalotina 1,5 g 6/6 hs e máscara de O2 5 l/min, além de
hidrocortisona 300 mg EV 6/6 hs.
gasometria em AA FR 44 pH 7,25 pCO2 60,7 pO2 38 bic 28,2 Sat O2 85%
HMG Hb 15,5 Ht 50% leuc 9.000 ( 8-61-0-30-1).
glicemia 180 uréia 36 creatinina 0,8 Na 140 K 4,3
gasometria máscara de O2 5 l/min pH 7,14 pCO2 92 pO2 37,4 bic 30 Sat O2 83%
A paciente evoluiu com deterioração do estado geral, sofrendo PCR
prontamente revertida após entubação e ventilação mecânica. Encontrava-se
taquicárdica e arrítmica, com FC 140 spm/min. Na ocasião da entubação
aspirou-se grande quantidade de secreção.
No 2º DI a paciente apresentou um episódio de HDA, com hematêmese com
sangue vivo rutilante. Foi reposta a volemia com sangue fresco, permanecendo a
paciente estável, sendo extubada no 8º DI e mantida com cateter de O2 nasal 1
l/min.
gasometria: pH 7,44 pCO2 51 pO2 70 bic 33,3 Sat O2 95%
HMG Hb 12,8 Ht 36% leuc 12.000 (7-72-1-9-1)
Continuou recebendo de medicação aminofilina EV contínuo, inalação com
fenoterol e brometo de ipratrópio, furosemida 1 amp EV de 12/12 hs e digoxina
0,25 mg/dia.
No 10º DI iniciou com inapetência, intolerância alimentar e náuseas.
Ao exame físico a paciente encontrava-se arrítmica com FC 60 spm e P 30
bpm.
No 15º DI encontrava-se melhor, recebendo alta para controle ambulatorial.
1. Como se classifica o DPOC e quais suas diferenças
fundamentais?
2. Tratamento do DPOC em linhas gerais.
3. Qual é o tratamento de uma crise de broncoespasmo?
4. Explique a poliglobulia da paciente em questão.
5. Qual a fisiopatologia e o tratamento do cor pulmonale
crônico?
6. Qual o mecanismo de ação e os efeitos colaterais das
seguintes drogas:
· aminofilina
· b agonistas
| • Osteoporose |
| • Supressão da
supra-renal |
| • Supressão do
crescimento |
| • Síndrome de Cushing |
| • Hiperglicemia |
| • Infecção |
| • úlcera péptica |
| • Miopatia |
| • Psicose |
| • Catarata |
| • Glaucoma |
| • Hipertensão arterial |
| • Necrose avascular |
| • desequilíbrio
hidro-eletrolítico |
| • acne |
| • hirsutismo |
| • retardo na cicatrização |
|
· hidrocortisona:
· brometo de ipratrópio
· almitrina
7. Quais os motivos que levaram a paciente a cursar com
PCR? Quais os procedimentos em uma PCR?
8. Quais os procedimentos em uma intoxicação digitálica?
Quais as causas precipitantes?
15.Para que serve a espirometria? O que é índice de Tiffeneau e para que
serve?
16.Quais são as medidas extraídas da curva fluxo-volume?
17.O que é espaço-morto e o que é shunt?
19.Quais são as indicações de entubação?
20.O que é diferença alvéolo-arterial de O2?
21.Quais os agentes etiológicos mais freqüentes na infecção pulmonar do
DPOC?
22.Quais são os mecanismos compensatórios em uma acidose respiratória
aguda e crônica?
23.Descreva o mecanismo de controle da respiração.
24.Qual a ventilação preconizada para o paciente DPOC?
· Ventilação não invasiva
25.Quais as conseqüências hemodinâmicas da ventilação mecânica?
26.O que é complacência?
27.Quais são as indicações de sangria ou hemodiluição normovolêmica?
28.Qual a dieta atualmente preconizada para o paciente DPOC?
29.Cirurgia Redutora de Parênquima no DPOC ( The New England Journal of
Medicine, vol 334, fasc 17).