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Asma (1ª parte)

última atualização: 25/06/01 

  

 

1. Fatores predisponentes e/ou agravantes da asma.

· por AAS

· por exercício

· por refluxo

· noturna

· profissional

· sinusite

· IVAS

· Alérgica

· Emocional

· Frio

· tabagismo

2. Qual o mecanismo de ação e efeitos colaterais:

· b - adrenérgicos

· aminofilina

· corticóide

· quando indicar brometo de ipratropium na asma?

· quando indicar inalação com furosemida?


casos clínicos

Caso 1

A.O., 44 anos, masculino, peso 51 Kg

Paciente asmático há 15 anos, têm em média uma crise por mês, tratada com Franol â e eventualmente inalação em hospital com melhora completa. Há 1 dia após IVAS notou piora da asma. Vem tomando Franol â regularmente a cada 6 horas. Exame físico: consciente, dispnéico ++, acianótico, PA 140-115/90 P 100 FR 36 Tº 36,7° C , com tiragem intercostal e supraclavicular. Ausculta cardíaca e abdômen sem alterações. Pulmões: MV+ em HTE, sibilos e roncos disseminados. Gasometria arterial (AA) pH 7,38 pCO2 35 pO2 58

1. Como você classifica a gravidade da crise asmática deste paciente? Qual a importância de se determinar a gravidade de uma crise de broncoespasmo?

2. Qual seria sua prescrição para este paciente? Comente

· inalação: qual a dosagem de b2? Qual o veículo? Qual a quantidade de veículo? A inalação seria com O2 ou ar comprimido?

· b2 específico SC. Qual a utilidade neste paciente?

· como você usaria corticóide neste paciente?

prednisona (meticortenâ)– 0,5 a 1,0 mg/kg/dia

deflazacort (calcortâ)0,6 a 1,2 mg/kg/dia

hidrocortisona (flebocortidâ, solucortefâ) 5 mg/kg/dose 6/6 hs

metilprednisolona (solumedrolâ) 1 a 2 mg/kg/dose 6/6 hs

· aminofilina: você faria dose de ataque? Qual a dose de manutenção para este paciente? E se fosse hepatopata ou cardiopata?

3. Você prescreveria b2, aminofilina e corticóide cronicamente para este paciente?

Caso 2

E.M., 24 anos, feminina, peso 42 Kg

Paciente asmática desde a infância, tem crises semanais, medicadas com Filinasma â e Aerolin spray â nas crises. Refere ter sido internada 3 vezes em hospitais por crises de broncoespasmo, sendo que foi entubada em uma destas internações. Há 2 semanas, após ter sido iniciada reforma em sua casa, as crises são diárias. Hoje procurou hospital onde recebeu como medicação (segundo carta de encaminhamento): aminofilina 1 amp EV em bolo; inalação com Berotec â 5 gt + SF 15 ml; Fenergan â 1 amp IM para combater a ansiedade. Como não houvesse melhora com a medicação acima, a paciente foi encaminhada para o HMU. Ao exame físico: torporosa, cianótica, dispnéica ++, FR 40 PA 150/70 P 120, com tiragem intercostal e supraclavicular. Ausculta cardíaca normal. Pulmões: MV diminuído bilateralmente, poucos sibilos. Gasometria: pH 7,20 pCO2 55 pO2 50 bic 11

1. Qual seria sua conduta neste caso? Comente:

· indicações de entubação em paciente asmático.

· quais seriam os problemas decorrentes da ventilação mecânica em paciente asmático?

2. Quais foram os erros de conduta neste caso?

3. Você caracteriza este paciente como Estado de Mal Asmático? Comente: alterações anatomopatológicas no “Status Asmáticus”.

4. Como seria o esquema de retirada de corticosteróide? Por quê?

4. Você prescreveria medicações cronicamente para este paciente?

5. Comente sobre o uso de corticóide inalatório na asma:

· Potência: fluticasona> beclometasona = budesonida> triancinolona = flunisolida

6. Comente sobre o uso de medicações profiláticas.

Caso 3

H.M., 21 anos, feminina, peso 56 Kg

Paciente sem antecedente de asma, relata fazer uso de anticoncepcional há 2 anos. Hoje teve episódio súbito de dispnéia acompanhada de dor em região basal de HTD. Exame físico: dispnéica, acianótica, anictérica, PA 130x70 FR 40 FC 110, sem tiragem intercostal ou supraclavicular, coração e abdômen normais, pulmões: sibilos em pouca quantidade em HTD e crepitações em região basal de HTD.

Caso 4

B.A., 62 anos, masculino, peso 47 Kg.

Paciente tabagista de longa data conta história de dispnéia episódica há 6 meses. Vem sendo tratado com aminofilina 400 mg/dia cronicamente e inalação nas exacerbações. Procurou hospital por acentuação da dispnéia. Ao exame físico: dispnéico ++, acianótico, FR 36 PA 190x90 FC 100, com tiragem presente, emagrecido, pulmão: MV auscultável em ambos HT, alguns roncos, sem sibilos.

Caso 5

M.A., 16 anos, feminina.

Paciente é trazida em PCR. Foi encontrada inconsciente pela mãe, hoje pela manhã. A paciente não respondeu às manobras habituais de ressucitação. Segundo a mãe a paciente era asmática desde os 10 anos, tendo sido internada por 5 vezes por grave crise asmática. Há 7 dias teve piora da dispnéia, automedicando-se com Isuprel spray â. Segundo a mãe, a “crise” estava sob controle. Não fazia seguimento ambulatorial regularmente.

1. Comente acerca das possíveis causas de morte em paciente asmático.

2. Orientações ao paciente com asma grave.

TABELA I - DROGAS BRONCODILATADORAS

NOME FARMACOLÓGICO

APRESENTAÇÃO

POSOLOGIA

NOME COMERCIAL

salbutamol

spray com 200 doses de 100 mg

1 a 2 doses de 6/6 ou 8/8 hs

Aerolin spray

fenoterol

 

 

Berotec gotas

terbutalina

 

 

Bricanyl inj

brometo de ipatropium

spray com 300 doses

2 puffs de 6/6 ou 8/8 hs

Atrovent

aminofilina

cp. de 100 e 200 mg

1 cp. de 6/6 hs

Aminofilina

teofilina anidra

caps. de 300 mg

1 caps. de 12/12 hs

Teofilina

cetotifeno

cp. de 1 mg

1 cp. de 12/12 hs

Zaditen

cromoglicato dissódico

 

 

Intal nasal ou spray

beclometasona

spray de 200 doses de 100 mg

2 puffs de 12/12 hs

Clenil forte, Beclosol

 

 

continuação

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