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Anemias (1ª parte)

última atualização: 25/06/01 

  

 

casos clínicos

Caso 1

K.S., 60 anos, japonês, queixava-se que desde há 1 ano sentia-se fraco, com dificuldade para realizar tarefas complicadas, tonturas e episódios de dispnéia aos esforços. Procurou médico na ocasião que diagnosticou HAS e anemia. Tomou durante 2 meses clortalidona 100 mg, ametildopa 750 mg e Combiron â. Como não apresentava melhora e passou a desenvolver dor epigástrica pós prandial e dois episódios de fezes escuras, consultou outro médico que realizou endoscopia e diagnosticou UG. Prescreveu cimetidina 1,2 g por dia e antiácido por 4 semanas. Nesse período passou a piorar da dispnéia, apresentando cefaléias intensas e há 3 dias náuseas e vômitos incoercíveis. Foi indicada gastrectomia, quando da internação o cirurgião pediu alguns exames de rotina e teve uma desagradável surpresa.

1. Neste caso a surpresa se deu ao chegar o resultado da uréia: 386 creatinina 9,7 K 5,6. Analise a situação a partir destes dados.

2. Qual a gênese da UG na IRC?

3. Porque houve piora da cefaléia após o uso de cimetidina e antiácido?

4. Quais as causas de anemia na IRC?


Caso 2

S.B., 50 anos, brasileiro, procurou médico devido à sensação de fraqueza intensa e dificuldade de deambulação devido à dor em ambas as panturrilhas. Ao EF apresentava-se pálido, com pele seca e discreta parestesia de MMII. Realizou HMG na época que revelou Hb 7,2 Ht 20% hem 1,6 milhão VCM 120 leuc 2800. Foi submetido à endoscopia digestiva que foi normal. Realizou enema baritado de cólon e trânsito intestinal também considerados dentro da normalidade. Foi então transfundido ( 600 ml de papa de hemáceas ) e recebeu receita de Combiron â. Três meses após, além da persistência dos sintomas passou a apresentar náuseas, intolerância ao cigarro e a alimentos, bem como notou que estava ficando amarelo. Médico consultado diagnosticou hepatite pós transfusional e pediu exames. O HMG era semelhante ao inicial, porém com contagem de plaquetas de 90.000, as enzimas hepáticas estavam elevadas como era de se supor, porém a DHL estava extremamente elevada (8.200 para um normal de 250). Apresentado a outro médico, a análise retrospectiva permitiu diagnóstico e análise dos erros cometidos.

1. Qual o diagnóstico do paciente?

2. Por que a DHL estava aumentada?

3. Explique a pancitopenia.

4. Quais as indicações precisas de transfusão sangüínea?

5. Quais os cuidados transfusionais em falcêmicos?

6. Quais as principais complicações transfusionais iniciais?

· Metabólicas

· Reações hemolíticas

7. Quais as principais complicações transfusionais tardias?

· infecciosas


Caso 3

V.N., 30 anos, brasileiro, natural de Alagoas, é transferido de outro serviço com diagnóstico de ICC, devido à dispnéia intensa e edema que o afligia de maneira constante há 4 meses e agudamente há 22 dias. Estava pálido, dispnéico, PA 120 x 50 mm Hg, pulso 100. Estase jugular ++, SS rude em foco Ao, EC em bases pulmonares, hepatoesplenomegalia e edema de MMII. HMG realizado na admissão revelou Hb 3,0 Ht 10% hem 1,7 milhão leuc 2.800 plaq 90.000. A análise do esfregaço revelava microcitose e hipocromia ++++. Internado, realizou exames que confirmaram e elucidaram o diagnóstico.

1. O paciente era portador de Schistossoma mansoni, Ancilostoma e de larvas de Strongiloides. Analise o caso a partir desses dados.

2. Quais os vermes responsáveis por perda sangüínea?

3. Qual a influência da alimentação na deficiência de ferro?

4. Explique a ICC do paciente.

5. Quais os mecanismos compensatórios nas anemias?

6. Indique como estaria no paciente:

· CA O2

· CAV

· Oferta de O2 : CA x DC

· Extração tissular de O2: consumo de O2

oferta de O2

7. A partir de que rebaixamento de Ht teremos mecanismos cardiocirculatórios de compensação?


Caso 4

R.M., 50 anos, brasileiro, com astenia há 2 meses, procurou médico que o operou há 3 anos (gastrectomia total devido à CA in situ). Diagnosticado anemia, realizou HMG que revelou Hb 9,0 Ht 27% hem 2,9 milhões VCM 80 leuc 2.800 plaq 70.000. A análise do sangue periférico revelou microcitose ++, macrocitose ++, hipocromia +, neutrófilos hipersegmentados. Ministrado 1.000 mg de vitamina B12, apresentou discreta melhora ( conseguia andar melhor ), porém sentia-se fraco. Novo HMG realizado 1 mês depois da administração da Vit. B12 revelou Hb 9,0 Ht 27% hem 3,8 milhões VCM 70 leuc 7.800 plaq 350.000 com microcitose +++ e hipocromia ++. Dosagem de ferro sérico 30 mg, siderofilina 460 mg, saturação 15%. Recebeu Ferro VO com excelente resposta.

1. Quais deficiências apresentava o paciente?

2. A reposição de Vit. B12 deve ser realizada de quanto em quanto tempo?

3. Qual a deficiência mais freqüente em gastrectomizado?

4. Qual a importância dos neutrófilos hipersegmentados?

 

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