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Tromboses Venosas (1ª parte)

última atualização: 22/06/01 

  

 

Trombose Venosa Aguda

Trombose venosa aguda é a oclusão de uma veia por um trombo, seguida de reação inflamatória na parede do vaso. A trombose venosa aguda pode ocorrer em veias do sistema superficial (trombose venosa superficial aguda - TVS) ou do sistema profundo (trombose venosa profunda aguda - TVP). A sinonímia mais comum é flebite, tromboflebite ou flebotrombose.

A fisiopatologia da trombose venosa baseia-se na tríade de Virchow (lesão do vaso, estase e alteração da crase sangüínea), que abrange todas as condições para o desenvolvimento desta doença. Assim sendo, na prática temos um ou mais fatores agindo na formação do trombo no interior da veia, caracterizando assim os grupos de risco para a trombose venosa como a ocorrência obesidade, neoplasias, varizes, lesões venosas traumáticas ou iatrogênicas (exames invasivos), pacientes acamados ou imobilizados por uma doença sistêmica ou local no membro, doentes com cardiopatia dilatada, compressões extrínsecas da veia, a gravidez e puerpério, uso de anticoncepcionais hormonais, doenças hematológicas que alteram a crase sangüínea, entre outras.

A maior incidência da trombose venosa é observada na gravidez e puerpério, onde há vários fatores agindo simultaneamente, seguido pelas neoplasias, terapêutica hormonal e pacientes ortopédicos.


Trombose Venosa Superficial Aguda

Conhecida também como flebite superficial, ocorre geralmente em veia varicosada, podendo iniciar pela veia safena ou colateral. O paciente relata a presença de cordão doloroso, avermelhado e com aumento de temperatura local, em local onde havia varizes ou veia dilatada. A dor é contínua de forte ou moderada intensidade, com sinais flogísticos no local, sendo possível freqüentemente, a palpação do segmento venoso trombosado. Pode acompanhar edema na extremidade. Como se trata de um processo inflamatório e não infeccioso, não há febre.

O tratamento é clínico com antiinflamatórios e analgésicos, repouso relativo em Trendelemburg, calor úmido local, gel ou pomadas heparinóides (Trombofob ou Hirudoid) nos locais de maior dor. É importante em qualquer caso, a observação da regressão do processo inflamatório, nas primeiras 24 a 48 horas, pois, apesar do tratamento, pode haver a formação de novos trombos que ascendendo pela veia safena magna ou por uma veia perfurante comunicante, acometem o sistema venoso profundo podendo levar a embolia pulmonar ou à trombose venosa profunda. Dessa maneira, se o processo inflamatório atingir o terço médio de coxa, devemos imediatamente realizar a dissecção e ligadura da crossa da veia safena magna, desconectando o sistema superficial do profundo, impedindo a ocorrência dessas complicações. Se o sistema venoso profundo for acometido pelas veias perfurantes comunicantes, devemos encontrar quadro clínico compatível com trombose venosa profunda, devendo ser tratada como tal.

O diagnóstico diferencial mais comum é feito com a linfangite superficial, havendo na maioria destes casos relato de febre com calafrios no início do quadro, e uma porta de entrada para a bactéria a nível do pé, que freqüentemente é uma micose.

 

continuação

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